Análise do Mercado Imobiliário no Grande Porto: Dados e Tendências
12/19/2025


O mercado imobiliário no Grande Porto apresenta-se atualmente mais seletivo e rápido, com variações significativas entre os principais concelhos. Os dados reais de transações efetuadas nos meses de setembro, outubro e novembro revelam tendências importantes tanto para quem deseja comprar como para quem pretende vender um imóvel.
Panorama por Concelho
Porto: O preço médio por metro quadrado subiu 5%, fixando-se nos 3.100 €. No entanto, o valor médio de venda das moradias desceu para 371.000 € (comparado com os 415.000 € do ano anterior). O tempo médio de venda aumentou para 8 meses, embora a margem de negociação (desconto) tenha baixado ligeiramente para 8%.
Matosinhos: Regista um crescimento homogéneo de 8% no valor das moradias (média de 363.000 €) e de 9% no preço por metro quadrado (2.550 €). O tempo de comercialização situa-se nos 7 meses.
Maia: As moradias foram transacionadas, em média, por 348.500 €. Verificou-se um aumento de 16% na área bruta das habitações vendidas, o que resultou numa correção do preço por metro quadrado para os 2.000 €. O desconto médio concedido fixou-se nos 4%.
Vila Nova de Gaia: Este mercado teve uma subida expressiva de 23% no valor das moradias, atingindo os 352.000 €. O valor por metro quadrado disparou 38% para os 2.350 €, impulsionado em parte pela venda de imóveis com áreas ligeiramente menores.
Gondomar: É um dos concelhos com maior crescimento, com as moradias a serem vendidas 49% acima do valor registado no ano passado, com uma média de 316.500 €. O preço por metro quadrado subiu 31%.
Valongo: O valor médio de venda das moradias fixou-se em 318.500 €, uma subida de 19%. A margem de negociação neste concelho aumentou para os 8%.
Indicadores de Habitação e Finanças
No setor do crédito, a taxa de encargos global (TAEG) para novos empréstimos baixou de 5,7% para 4,8%. Já os custos de construção subiram 3,9%, com a mão de obra a representar o maior aumento (7,7%), enquanto os materiais estabilizaram nos 0,8%.
No cenário financeiro, destaca-se a descida da Euribor em 25 pontos base e a manutenção da inflação europeia em 2,2%, o que sugere um período de estabilidade.
O Impacto das Novas Medidas
A aprovação do Orçamento do Estado é o destaque recente mais relevante. Além da valorização salarial prevista, o documento traz reduções fiscais direcionadas ao setor imobiliário. Estas medidas visam conferir maior estabilidade ao mercado e, a médio e longo prazo, potenciar o aumento da oferta de imóveis, facilitando o acesso à habitação em Portugal.
